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Mudaram as estações – Parte II

Senhóóóóóóóór.

Acho que achei uma cerejeira de verdade. Emocionei infinitamente.

Espetáculo.

Tirei as fotinhas hoje de manhã.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Camila Teixeira

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Pra cima

Senhóóóóóór.

Só agora que vi como, no conjunto, os dois últimos posts são meio deprês. Apaga tudo. Não é nada disso. Muda de assunto.

Não chega a ser totalmente animado, mas pelo menos essa fotinha nova é mais astral, mais pra cima. É a primeira vez que vejo um assim tão de perto.

 

 

Camila Teixeira

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A estética do abandono

Não que eu goste, aliás, eu acho a estética do abandono bastante triste, embora curiosa. Ver um patrimônio degradado, qualquer que seja esse patrimônio, é de uma melancolia sem tamanho. Se resolvo fazer um passeio por aqui, é quase certo encontrar pelo menos uma casa abandonada. E pelos resquícios, é possível pensar que foi uma bela casa. Imagino como ela devia ter sido cheia de vida e alegre na primavera, com um cachorrinho latindo e um carteiro vindo entregar as cartas montado na sua bicicleta. Um cheirinho de bolo saindo do forno e um moleque saindo correndo pelo portão para brincar com os amigos na rua; uma comadre limpando as cortinas da janela, enquanto observa o moleque que acabou de sair.

Sempre que me deparo com uma casa abandonada, fico me perguntando que raio pode ter acontecido para que um esse patrimônio fosse abandonado a ponto de não poder mais ser restaurado.

 

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Camila Teixeira

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Antropologia do frio – II

Por outro lado, a gente vê coisas assim.

 

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Camila Teixeira

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Enfim

Fazia tempo que eu perseguia essa foto. Nada ao lado, nada na frente, nada atrás.

Camila Teixeira

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PB

Gosto quando o tanto de neblina faz parecer que o mundo é preto e branco.

Tipo nessa fotinha que tirei durante as festas de natal.

 

 

Camila Teixeira

 

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Técnicas para parecer interessante

Bom, finalmente você entendeu e aceitou que é uma pessoa desinteressante. Como diz minha mãe, pa-ra-béns. Para chegar a esse ponto, é preciso muita coragem e autoconhecimento, o que é bastante louvável. Se você chegou a esse ponto, deve estar se sentindo o último dos bobalhões. Talvez você realmente seja um bobalhão, mas, hoje em dia, não há nada que não possa ser revertido com um mínimo de empenho.

Após anos de observação social e virtual, selecionei cuidadosamente algumas dicas para você dar início a sua transformação, ao seu relook social. São conhecimentos fundamentais para que você possa construir seu novo eu. A lista é um pouco longa, mas a vida é assim, parecer interessante demanda trabalho e dedicação. E se você já sentiu preguiça antes de começar, sinto informar que você é um bobalhão irremediável.

Lá vai.

Quase toda pessoa interessante é uma farsa. Ou então tem mau hálito. Ou seja, elas não são o que parecem. Elas só parecem. Essa é a boa notícia, porque você também não precisará ser alguém interessante. Parecer será suficiente. Mas escove os dentes regularmente.

Tenha uma mania ou uma paixão, enfim, algo que fuja dos padrões da sua idade/círculo social. O clássico é colecionar cartazes de publicidade da antiga União Soviética. Mas você pode tentar outras opções, como praticar jardinagem, colecionar vinis (muito na moda), ler HQs ou graphic novel (altamente na moda), fazer pose de bom cozinheiro, ir a todas as exposições de artes da cidade, ver apenas filmes cults e alternativos, amar Paris, NY, Tóquio  (clássicos) ou qualquer outro lugar mais insólito, tipo Patagônia. O importante é ir fundo na opção que escolher e saber tudo sobre ela.

Faça da sua casa seu reduto sagrado. Dê uma limpeza geral, jogue os lixos fora (importante), mas guarde as antiguidades preciosas. Saiba distinguir antiguidades preciosas de lixo.

Goste do Woody Allen. Todo mundo que parece interessante gosta do Woody Allen (ou pelo menos diz que gosta). Allen é um grande consenso cultural e, ao dizer que gosta dos trabalhos dele, terá grandes chances de criar empatia com os interessantes. (E fique tranquilo, os interessantes só viram os últimos filmes e olhe lá. Portanto, se você disser que adorou um título realizado nos anos 70 vai estar abafando geral).

Use a palavra super antes da conjugação de um verbo (em alta). Exemplo: ele super sabe, ele super superou (evite essa formação & similares), ela super adorou, etc.

Faça críticas à programação de TV, mas atenção, BigBrother não é mais um bom alvo, já que os interessantes resolveram assumir que acompanham o reality show. Prefira as bizarrices que rolam de madrugada. Tenha o cuidado de passar uma noite em branco para saber o que passa no Corujão.

Não minta sobre as coisas que anda vendo. Não tenha medo de dizer que não viu algo (e aproveite para falar isso com ar totalmente blasé. Ser blasé vale ouro). Mentir sobre algo que não viu é queimar o filme para o resto da vida.

Acompanhe o twitter, mas não ouse tuitar. Sendo alguém desinteressante, você correrá sério risco de ser honesto, dizer uma bobagem desinteressante e, portanto, de queimar o próprio filme.

Faça de uma viagem até a esquina de casa parecer um mergulho na vida pulsante da cidade. Ou faça uma visita ao jardim público mais próximo parecer uma verdadeira imersão na natureza e no seu lado zen. Tire fotos (boas) e compartilhe (se ficarem ruins, faça retoques no photoshop).

Pratique um esporte diferente do futebol e fale sobre ele com brilho nos olhos (para tanto, é altamente recomendável fazer um curso de teatro).

Faça um curso de teatro para aprender a interpretar o papel de alguém interessante. Isso poderá te ajudar a se tornar uma pessoa interessante de verdade.

Nem todos os ricos são interessantes. Aliás, quase todos são chatos. Portanto, não se preocupe se você é um pé rapado. Aliás, hoje em dia ser pé rapado é glamour. Mas disfarce e faça parecer que seu estado pé rapado é uma opção e não sua situação.

Não fique falando sobre você, ainda menos se você é desinteressante. Só se transforme em assunto se os outros se interessarem espontaneamente por você (vai demorar).

Seja feliz. Ou pareça ser. Sempre funciona.

 

Camila Teixeira

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