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Estudo para trilha sonora

Normalmente eu prefiro reunir vários títulos, mas esse é tão esse que abri um tópico só pra essa música.

 

 

Camila Teixeira

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Estudo para quando eu tiver uma banda

No dia em que eu tiver uma banda, tenho uma lista de músicas que vou querer tocar. Sempre que ouço um título que me agrada, anoto no espírito para não esquecer. Só que, por algum motivo, nos últimos dias parei nessa do Moptop, Paris. Tá no meu repeat. Acho que gosto dos contrários da letra, tipo: “Ainda te quero bem / só não te quero mais”. Acho honesto.

Se fosse num showzinho, me acabaria de gritar.

 

 

 

Camila Teixeira

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Estudo para trilha sonora

No dia em que eu fizer um filme, quero ter uma lista de títulos musicais a minha disposição, pronta para ser editada.

Este é o meu primeiro estudo para trilha sonora.

Pelo menos uma, ou algumas, ou várias ou todas têm grandes chances de fazer parte do filme. A ordem abaixo é aleatória e não corresponde ao grau de apreciação que tenho por elas.

 
Camila Teixeira

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O postulado (in) feliz

Dia desses li um texto sobre dois psicólogos/pesquisadores que traçaram um paralelo entre o funcionamento da mente humana e a felicidade. Os autores dizem: “A human mind is a wandering mind, and a wandering mind is an unhappy mind”. Em seguida, eles completam “The ability to think about what is not happening is a cognitive achievement that comes at an emotional cost”.

No momento em que li, instantaneamente achei que era algo evidente e que, enfim, alguém tinha conseguido apontar por meio da lógica a causa da felicidade ou da infelicidade. De fato, passamos boa parte do tempo pensando naquilo que não temos, por maior que seja nossa coleção de bens materiais e imateriais. E isso tem um peso.

Só que, logo na sequência, algo me soou estranho. De uns tempos pra cá, eu vinha achando o contrário, que a felicidade é fundamentalmente ter o que buscar. E ter o que buscar é, em princípio, se dar conta daquilo que não temos. Eu estava feliz com esse meu postulado, pois ele elucidava perfeitamente meu estranhamento ao observar o funcionamento do mundo.

Quantas vezes já não vi situações contraditórias de pessoas realizadas e de grandes posses, mas, ainda assim, infelizes. Quantas vezes já não vi pessoas humildes, ou em busca de seus objetivos, animados pelo desafio de conseguir o que desejam. Considerar “o que não está acontecendo” como causa da infelicidade pode parecer lógico, mas me parece uma explicação  reducionista e incompleta.

O problema da conclusão deles é que se trata de um retrato apenas momentâneo. Não projeta as consequências do não-acontecimento no tempo e seu impacto na vida de alguém (considerando uma mente sã, obviamente). E é aí que entra a genialidade do meu postulado, que é o seguinte:

A capacidade de imaginar e desejar aquilo que não temos é justamente um dos combustíveis da felicidade. Saber onde se quer chegar, imaginar como, fazer planos, tudo isso borbulha no espírito de quem se dá conta daquilo que não tem – e claro, deseja alcançá-lo (a teoria é mesmo linda).

Em última medida, quando penso nesse meu postulado e o relaciono com o que dizem os pesquisadores, minhas conclusões são as seguintes, nessa ordem:

  • A infelicidade é o ponto de partida e mesmo parte da felicidade – e não o seu oposto;
  • A felicidade é um desejo, uma miragem, uma imaginação, um sonho, uma projeção;

Só que aí vem a vírgula, o porém que mata:

  • Nenhuma realização é tão bela quanto um sonho, tão perfeita quanto o desejo, tão linda quanto a miragem, tão ideal quanto a esperança;
  • Sempre, invariavelmente, haverá algum descontentamento na passagem entre o imaginário e o concreto.

Talvez esse choque entre o real e o imaginado, isso sim, seja a causa da infelicidade.

 

(Post em evolução, que é uma sequência deste).

 

Camila Teixeira

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