Arquivo mensal: julho 2013

Home again.

Essas coisinhas que, quando batem, coçam a orelha até o mês seguinte.

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A gente acha que tempo é um negócio que sempre tem, que sempre vai existir, que é só inspirar mais uma vez. Por mais que a gente sempre diga, nossa tô tão sem tempo, tô tão corrida, não tenho tempo pra nada, a gente guarda uma convicção profunda de que vai acordar no dia seguinte. Mas quem garante? Jamais a gente pensa assim, que, de um dia pro outro, pode deixar de respirar. Que tipo, o tempo pode acabar MESMO. Tem que acordar antes de não acordar mais. 

Mas como eu faço parte desse time que sempre acredita que vai acordar no dia seguinte, e sou inclusive uma crente fervorosa, acabo deixando muitas coisas para fazer amanhã. Tenho uma pilha delas. Todo mundo esperando ansiosamente pelos dias que virão, dando pulinhos de esfuziante alegria diante da perspectiva de chegar amanhã. Eu até tento convencer essa galera saltitante de se acalmar um pouco, que amanhã sempre vem, que é um dia depois do outro, mas elas insistem em querer que amanhã seja hoje, agora. E a prioridade passa a ser tudo.

O único problema é que meu tempo passa rápido demais com coisas que demoram uma loucura. É um fenômeno muito estranho. Demora, demora, demora, se arrasta no tempo, e quando eu acordo no dia seguinte, já passou. Ou está terminando, no finzinho, na última colherinha do bifinho.

Passa tudo tão rápido numa demora tão lenta. E eu fico sem entender onde foi parar meu tempo, tão rápido que nem sinto, tão lento que quase não o vejo passar.

 

Camila Teixeira 

 

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