Arquivo mensal: setembro 2012

Fio

Fazendo o post abaixo, me ocorreu.

Quando você para pra pensar, o tempo passou tão rápido que é quase natal. Ontem não existe mais, amanhã não existe ainda e aquela conversa mole de que a úncia coisa que existe é o agora é a mais pura verdade. Hm.

Hoje ouvi um negócio esquisito. Um homem no ambiente onde eu estava falou algo tipo: “na minha pessoa passada”, referindo-se ao passado dele, e não a uma outra vida da eternidade. Achei essa construção esquisita e curiosa. É como se ele, hoje, se distinguisse de quem foi. Com essa pequena construção, ele se separou completamente do passado dele. Achei, sei lá, mágico. E ousado. Tipo: como ele ousa se separar de quem foi com tanta leveza?

Para mim, a inércia, em sua definição Física (resistência que todos os corpos materiais opõem à modificação do seu estado de movimento), era a força soberana que governava nossa evolução. Com aquela frase esquisita, o tal homem resumiu que não.

A única coisa que nos liga ao passado é a memória. A única coisa que nos liga ao futuro é o desejo. Às vezes, fico contente com o fato de existirem.

 

Camila Teixeira

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Lembrei

Tinha esquecido de como gosto do Bat For Lashes.

Ainda bem que a memória existe.

 

Camila Teixeira

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Midnight City

Hurry up, we’re dreaming é de 2011, mas Midnight City é minha mais nova queridinha.

 

 

Não sei, mas acho que tem algo de muito Where the Wild Things Are nesse vídeo.

 

Camila Teixeira

 

 

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Epitáfio

Saiu recentemente no Le Monde Diplomatique uma matéria sobre um estudo realizado por pesquisadores de Harvard, que buscou verificar a capacidade de informação que um DNA é capaz de suportar. Os pesquisadores conseguiram armazenar aproximadamente um milhão de gigabits (700 To ou 14 mil blu-rays) por milímetro de DNA. O método: traduzir o código binário da informática em sequências de DNA e implantá-lo nesse último. Sriram Kosuri, um dos pesquisadores da equipe liderada por George Church, afirma: “o total de informações no mundo, que representa aproximadamente 1,8 zettabytes, poderia ser armazenado em apenas quatros gramas de DNA”.

 

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Acho essa notícia incrível, mas, na prática, suspiros profundos ao concluir que, visto o número de informações que pode estar escondido  no meu DNA, minha busca por autoconhecimento está muito longe de ter começado. A gente morre sem se conhecer.

 

Camila Teixeira

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