Drive

Mais uma vez o problema da expectativa. Ouvi tanta coisa sobre Drive, que estava esperando algo bombástico. É um bom filme, é verdade. O  roteiro é original, o cenário simples destaca ainda mais a atuação dos atores, todos ótimos, a trilha sonora incrível e suave equilibra com a violência da história. Ryan Gosling, que normalmente acho sem graça, é o verdadeiro suspense encarnado e está incrível com suas frases curtas e expressões carregadas de ambiguidade.

 

Acharei uma jaqueta dessa pra mim.

No filme, Gosling trabalha numa oficina mecânica, além de ser um motorista profissional, que atua como dublê de capotagem de carro e motorista em assaltos. Ele se encanta com sua vizinha, casada com um ex-presidiário, a quem tenta proteger a todo custo, inclusive se colocando em perigo.

Drive tem tudo para ser um cult, com a jaqueta de escorpião do personagem de Gosling, sua luva de couro e seu sapato estiloso, os apelidos motorista e cozinheiro, a máscara de borracha, o timing e os enquadramentos das cenas de violência milimetricamente pensados, o autocontrole do motorista, a cena romântica no elevador antes do duplo ataque, o palito no canto da boca, o marginal engomadinho, o romance não dito, a tensão em cada cena. Quando paro para pensar agora, tudo é legal.

Mas.

Para mim, faltou uma costura melhor a partir do pico da trama, quando um assalto que tinha tudo para correr “tranquilamente” acaba derrapando e tudo dá errado. O “quem sabe o que sobre quem” me pareceu um pouco confuso.

Li muitas referências à violência do Tarantino, por isso, acho que estava esperando algo mais intenso, mais rasgado. Pessoalmente, não vi nada de Tarantino na história – o que achei bem inteligente da parte do diretor, o dinamarquês Nicolas Winding Refn.

E, sei que é irrelevante, mas achei a escolha da fonte utilizada no cartaz, estilo Brush do MS Word, bem infeliz. E isso influencia tudo.

Eu sou uma chata, mesmo.

Lá vai o trailer.

 

 

Mas gostei. Indico.

 

Camila Teixeira

 

 

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3 pensamentos sobre “Drive

  1. Helena disse:

    Oi Camis, pois é, essa coisa da expectativa muda tudo. Eu fui ver sem quase nenhuma, mais pra acompanhar e tal, mas depois que vi as cinco estrelas no allociné, me disse que poderia não ser tão ruim… e no, fim, me surpreendeu. Eu não tinha ouvido falar nadica de nada desse filme antes… então, venceu a surpresa. Achei a cena do elevador meio à la Tarantino, com uma sequência que começa lenta e depois descanba pra violência nua e crua… enfim, escrevi sobre o filme no blog, logo depois de ter assistido, e acho que escrevi no calor da emoção, hehehe. Agora ja não acho ele tão excepcional, mas gostei sim e recomendo (principalmente a trilha). Beijo pra ti, tigre e maridovski.

  2. Helena disse:

    hum, que feio, é “descaMbar” ali na sexta linha 😛

  3. Só na sua cabeça disse:

    oi, helena, vi seus comentários no blog. achei legal sua resenha! aliás, foi uma das críticas que me fez ter vontade de assistir. eu gostei muito de drive. só me perdi um pouco no miolo da história – não sei se por culpa da legenda, do meu cansaço ou se vem do filme mesmo. tb achei o desfecho meio devagar. eu esperava algo de mais impacto, que combinasse melhor com o ritmo da história. mas, enfim, como já disse, a chata sou eu, porque o filme é bão ; )

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