Arquivo mensal: março 2012

Hanami

Tem coisas que estão realmente fora do nosso poder de compreensão. Às vezes, a gente faz um esforço maluco para realizar um desejo. Tenta todas as alternativas, métodos, estilos, meios, caminhos, e o tal desejo simplesmente não se realiza.

Tem também os casos em que um desejo é tão impossível que você aceita logo de cara que ele não vai se realizar. E ele também não acontece, mas tudo bem, você já contava com isso.

E tem aqueles impossíveis que, numa quarta-feira à tarde, enquanto ninguém está prestando atenção, vão lá e se tornam realidade.

***

Hanami é o costume japonês de contemplar as flores, em específico, a sakura. Não estou no Japão, também nunca pensei que fosse dizer isso, mas a verdade é que estou vivendo meu hanami.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Achei nesse site uma breve explicação sobre variedades de sakura. Nesse flickr, uma explicação ilustrada.

 

Camila Teixeira

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Mudaram as estações – Parte II

Senhóóóóóóóór.

Acho que achei uma cerejeira de verdade. Emocionei infinitamente.

Espetáculo.

Tirei as fotinhas hoje de manhã.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Camila Teixeira

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Pequenos passos

Eu admiro quem consegue enxergar maravilhas em coisas banais. Outro dia, por exemplo, faz tempo, vi um texto adorável de um cara que narrava a travessia (aparentemente extraordinária) de uma formiga sobre a mesa na qual ele estava instalado. Ele viu algo de incrível nisso, perceba. O que me faz concluir que a beleza depende de quem observa e conta, e não do fato em si.

Chegar a essa conclusão é bastante perturbador. O sujeito se sentiu maravilhado com o cotidiano de uma formiga. A minha pergunta é: como e por que não sou capaz da mesma proeza? Me senti bastante culpada por ver que minha sensibilidade já foi avariada pelo mundo. Se vejo uma formiga atravessar o meu móvel, meu primeiro impulso é pensar que existe um estranho fora do seu ninho (e, portanto, no meu). Segundo, que ela deve ser uma informante da sua espécie. Terceiro, que se achar algo comestível pelo caminho, minha mesa se transformará em ponto de peregrinação do formigueiro mais próximo.

Fico imaginando se alguém diferente de nossa espécie observava, de algum ponto do universo, os pequenos passos do homem na Lua (se é que existiram). E o que deve ter pensado sobre isso.

 

Camila Teixeira

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Mudaram as estações

Eu sempre quis ver a florada das cerejeiras. Durante anos, guardei esse desejo como quem guarda um bilhetinho valioso dentro de uma caixinha antiga mais valiosa ainda. Era um desejo guardado lá no fundo, junto com a certeza de que ele não se realizaria.

Até que na semana passada, as seis árvores que ficam na frente do meu prédio acordaram floridas. Depois de seis meses de secura e de galhos pontudos, os primeiros botões da primavera se abriram. Não sou especialista em flor, nem em árvores. Portanto, não posso afirmar que as árvores da frente da minha casa são cerejeiras. Mas a semelhança entre elas me faz dizer que meu desejo foi totalmente realizado.

Camila Teixeira

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Estudo para quando eu tiver uma banda

No dia em que eu tiver uma banda, tenho uma lista de músicas que vou querer tocar. Sempre que ouço um título que me agrada, anoto no espírito para não esquecer. Só que, por algum motivo, nos últimos dias parei nessa do Moptop, Paris. Tá no meu repeat. Acho que gosto dos contrários da letra, tipo: “Ainda te quero bem / só não te quero mais”. Acho honesto.

Se fosse num showzinho, me acabaria de gritar.

 

 

 

Camila Teixeira

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Urgente

Sofro de um mal terrível e crônico, que é o seguinte: eu nunca acho que um tema é bom o suficiente para entrar para o rol dos meus posts. Eu tenho uma lista enorme de assuntos que queria colocar aqui, mas daí, quando começo a desenvolver, vejo que boa parte das idéias se transforma em manifesto panfletário estudantil. E eu abandono.

Eu sempre acho que um post tem que ser bombástico. Que tem que causar um terremoto. Tem que dar um choque. Ou anestesiar. Ou aliviar. Ou descontrair. Um post tem cortar.

Pelo seguinte.

O tempo é escasso, merece respeito. E se a moeda de troca por ele não é digna, não vale a pena.

É disso que estou atrás. De algo que seja tão bom quanto o tempo.

Procuro com urgência.

 

Camila Teixeira

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Pesquisas

Ando meio ocupada e tals (=desculpinha crássica de quem abandona o blog no meio do caminho). Mas é verdade, ando meio ocupada e tals. Mas meu espírito vive no blog. E o blog vive no meu espírito. Foram feitos um para o outro. Ah, o amor.

E daí eu vejo que uma pessoa chegou ao blog pesquisando pelo seguinte: “qual a diferença entre robôs e ser-humano”. Outra pessoa pesquisou: “a moda agora é ser mais humano possível”.

Achei curiosa a segunda pesquisa. Isso ignifica que ser humano é (ou era) meio demodê. Concordo. Ser humano às vezes é bem cafona. Ah, vai, confessa que você também acha isso. Mas, ao mesmo tempo, ser humano é legal, né, fala a verdade.

De qualquer jeito, fiquei feliz. Espero que tenham encontrado, não respostas, mas novas perguntas.

 

Camila Teixeira

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Método

1, 2, tessste, ssssoooomm, ssssoooooom.

Estou fazendo um power point-tabela-fluxograma da minha vida para me autoentender. Confere?

 

Camila Teixeira

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Pergunta

Você já identificou, reconheceu e dominou seu lado obscuro, hoje?

 

Camila Teixeira

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Profecias

Passando rapidamente para dizer que:

Totalmente profético o posto abaixo. A National Geographic publicou uma matéria sobre a fusão entre homem e máquina.

(…) As pessoas estarão aperfeiçoando seus corpos por meio de microimplantes e nano-robôs injetados na corrente sanguínea. Essas são algumas das previsões abordadas por Ray Kurzweil no festival South by Southwest (SXSW), nesta segunda-feira (12), em Austin, no Texas.

O homem tem treinado direitinho para ser um belo robô. Pa-ra-béns.

 

Camila Teixeira.

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