Um dia

Eu achei que teria milhares de coisas para falar sobre One Day, livro do inglês David Nicholls, que terminei ontem. Eu achei que seria entusiasta, muito entusiasta ao falar sobre ele. Mas acho que não vai ser o caso, embora a obra tenha vários méritos, devo reconhecer.

O primeiro deles foi me fazer cruzar a barreira do “romance romântico”. Não é o tipo de leitura que me atrai, aliás, é o tipo de história que eu normalmente evito. One Day me fez superar esse bloqueio e, quando me dei conta, estava na página 239. Justiça seja feita, convivi feliz com a obra durante 4/5 da narrativa.

É um livro bem escrito e tem a vantagem de ser bastante enxuto. Isso faz com que a leitura seja fluida e alegre. O autor mostra rapidamente que as descrições que emprega têm uma utilidade ficcional e não são apenas um efeito decorativo.

Dexter e Emma são dois jovens que se conhecem no último dia da faculdade e tornam-se grandes amigos coloridos, embora nenhum deles admita isso para o outro. Outra vantagem é a simpatia dos personagens, mesmo aqueles que são construídos para causar desequilíbrio. Ninguém é odioso e, embora tenham suas chatices, são personagens reais e cativantes por seus dramas pessoais.

O livro conta como os protagnistas vivem os 20 anos seguintes a esse dia. Ou seja, é uma história sobre envelhecer, sem chegar à época da velhice; sobre o brilho da juventude e sobre as dificuldades de se tornar adulto; sobre a necessidade de fazer o que não quer para alcançar o que se desejou; ou sobre abafar a sinceridade no peito.

Parte do meu entusiasmo se foi no final da leitura. Ainda não sei se pelo desfecho em si ou se pelas opções que a vida oferece para uma história, seja ela ficção ou realidade.

De qualquer maneira, o livro correspondeu com sucesso ao que esperava para o momento: uma leitura leve e sem compromisso. Recomendo para os românticos e para quem quer respirar um pouco de juventude.

 

Camila Teixeira

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2 pensamentos sobre “Um dia

  1. fernandasouza disse:

    Tive a mesma sensação que você. Estava adorando por não ser uma história “romance romântico” e quase 400 páginas depois, posso dizer que tive duas decepções. Mas ontem assisti o filme, 20 anos e 500 páginas em 2h não teria como ser diferente, é tudo muito rápido, e me pergunto se quem não leu o livro compreende todo o drama, toda a amizade e todo o amor dos personagens. Mas enfim, como é um filme, me derreti chorando…

    • Só na sua cabeça disse:

      oi, fernanda, ainda acho que é um romance romântico, mas ainda assim consegui superar = )
      não vi o filme, tenho um pouco de medo dessas histórias tendência-meio-melosa. mas como gosto de ver adaptações, arranjei essa desculpa para colocá-lo na minha listinha de títulos a ver ; )

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